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Relacionamentos de verdade e de estimação

Relacionamentos de verdade e de estimação

“Depois que um animal escolhe seu dono ele é absolutamente leal e estável, características impossíveis de ser encontradas nas relações humanas. O animal nos acompanha sem cobranças […] O risco de abandono é zero.” (Prates)

Bom, na minha opinião alguma coisa está errada na afirmação acima. Eu não sou nenhuma pessoa super estudada em relações humanas, porém posso alterar a afirmação. Não acho que as características “leal” e “estável” são impossíveis de encontrar nas relações humanas: talvez mais difícil, mas não impossível. Quando temos relacionamentos cristãos, fortificados em Deus conseguimos sim encontrar lealdade e estabilidade.

Tudo pode ser substituído?

Todos os dias vejo pessoas querendo substituir as coisas. E não seria diferente em relacionamentos. Há cada vez mais pessoas querendo ter animaizinhos e ao invés de filhos, pessoas tirando foto de seus bichinhos e dizendo que o mesmo nunca o desapontou. Então continuo pensando: não é que essas características são impossíveis de se encontrar, são as próprias pessoas que não querem se aprofundar em seus relacionamentos, e vão colocando a culpa uns nos outros ao invés de superar isso.

Pessoas lembrando do aniversário do cachorro, mas esquecendo o aniversário do irmão. Chamando os bichinhos de filho(a), novamente substituindo relacionamentos. Mas eu posso dizer que nada pode substituir o meu relacionamento com meu filho. Falo isso com total convicção, pois também já tive animais de estimação. Nada pode substituir a alegria de ver cada desenvolvimento dele, cada sorriso, cada dificuldade.

Os relacionamentos são fáceis?

É curioso eu estar falando sobre relacionamentos, logo eu que já me desapontei muito com pessoas de dentro e fora da Igreja. Mas depois de conseguir ter uma abertura para cura interior, e voltar com meus relacionamentos humanos, a experiência é extraordinária. Você ter alguém para conversar e aquela pessoa te responder é maravilhoso!

Claro que hoje em dia as pessoas não querem se relacionar umas com as outras, pois um relacionamento sincero virá carregado de muitas coisas. Envolve duas pessoas diferentes que terão que falar mas também terão que ouvir, e é isso que a gente não sabe fazer hoje: OUVIR. A arte de escutar é muito difícil, aí é claro que o relacionamento com o bichinho é muito melhor: ali é só ele que escuta. Você não precisa ouvi-lo. Assim claramente se torna um ótimo relacionamento.

Isso tudo não quer dizer que não deva haver um animal em casa. O que não pode acontecer são essas substituições que vemos hoje em dia. Por exemplo: eu vi, há um tempo, um casal que fez toda uma cena de que a família ia aumentar, fazendo com que todos acreditassem que era um bebê. Fizeram até ensaio fotográfico, e no fim era um cachorrinho.

Quando Deus deixa de ser o centro de todas as coisas, tudo se perde, nada tem limite. As pessoas vão se perdendo em si mesmas e já não sabem mais nada da essência da vida. Vejo que as pessoas estão perdendo o sentido. Quer ter um bichinho? Ótimo, mas tenha sabedoria para não trocar as coisas. Pessoas também são importantes.

 

Verônica Góes Duarte

Consagrada da Comunidade Vale de Saron

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