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Quem são os Fariseus do nosso tempo?

Quem são os Fariseus do nosso tempo?

Os fariseus da época de Jesus eram distinguidos por seguirem ferrenhamente as escrituras, conheciam e compreendiam a palavra, zelavam pela perfeita execução das leis e dos mandamentos. Até aí não encontramos nenhum crime, poderíamos até admirar essas características, não é mesmo?

No entanto, esse grupo também era conhecido por se exaltar por seus bons comportamentos, principalmente publicamente, enquanto apontava e condenava quem não procedia de acordo com seus parâmetros. Essa realidade fica bastante evidenciada na parábola do fariseu e do publicano

Parábola

“Propôs também a seguinte parábola a alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam aos outros: Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu e outro publicano. O fariseu, posto em pé, orava dentro de si desta forma: Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. O publicano, porém, estando a alguma distância, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim pecador. Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta, será humilhado; mas o que se humilha, será exaltado."(Lucas 18:9-14)

Para entender porque Jesus fazia duras críticas aos fariseus precisamos olhar além, precisamos olhar para dentro. O cumprimento da Lei, apenas pela Lei não agrada ao Senhor, menos ainda ter essa mesma exigência para com as outras pessoas. Precisamos compreender a Lei como o caminho da Salvação, que nos leva a Deus, e não como o caminho da condenação. Ela está a serviço das pessoas, pois em seu perfeito cumprimento crescemos em graça e virtude aumentando a nossa sensibilidade a tudo que vem de Deus e, por consequência, estreitando nosso relacionamento com Ele.

Se desejamos verdadeiramente não sermos os Fariseus do séc XXI, devemos sim amar a lei, por tudo que ela representa, mas também amar verdadeiramente as pessoas, todas elas. Amar a Lei é amar as pessoas. Se a usamos para excluir os outros, infringimos a própria Lei que dizemos amar. O crime do Fariseu é a hipocrisia. Quando vier a tentação de olhar para o pecado do outro e ressentir-me por isso, devo lembrar-me dos meus próprios pecados e todas as coisas que preciso melhorar em mim mesmo, afinal de contas não estou eu também trilhando o mesmo caminho? Sejamos então exigentes conosco, desprezemos o pecado que cultivamos em nós, busquemos a Lei como bússola que nos leva a Deus, mas usemos somente a compaixão e o amor para com o próximo, essa é a mensagem central da Lei e do próprio Cristo.

Se o teu irmão está em situação de pecado, se compadeça, não porque a Lei o condena, mas porque nesse caminho de virtude, cujo destino é Deus, ele deu um passo para trás. Da mesma forma que o Senhor te estende a mão e uma nova chance de recomeço quando você se confunde no caminho, Ele oferece também ao outro que você recrimina. Podemos ser colaboradores da misericórdia se tivermos o mesmo olhar de Deus.

Que tal rezarmos juntos nessa intenção?

Querido Deus, dai-me um coração misericordioso para que eu ame o meu próximo verdadeiramente. Dai-me a graça de não colocar a Lei acima do meu próximo, que eu tenha contrição para com os pecados que cometo e compreensão para com o outro. Que eu possa enxergar as pessoas que me cercam com o seu olhar de amor e acolhimento. Ensina-me a amar a Vossa lei e a cumpri-la, trilhando este perfeito caminho que me leva ao Senhor. Que eu não recrimine ninguém, nem me atenha às falhas do outro, mas que eu seja colaborador da sua Misericórdia porque dela necessito muitíssimo em minha própria vida. Amém.

 

Pollyana

Consagrada da Comunidade Vale de Saron

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