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Oração pessoal: Alimento da Alma

Oração pessoal: Alimento da Alma

SÉRIE: Oração Pessoal
A força que brota da oração diária

“Mais te consolará a lembrança duma devota oração que a de inúmeros banquetes”. 

(A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis – Livro primeiro - Cap 24, 6.)

Muitos já ouviram o conselho de algum sacerdote em uma confissão: “A Oração pessoal é o alimento da alma, assim como o corpo necessita de alimentos físicos para se nutrir e se desenvolver, a alma que não ora não se nutre espiritualmente, e não se desenvolve espiritualmente”.

A princípio essa frase pode parecer um pouco clichê e gasta demais, porém refletindo melhor, é uma analogia perfeita para se compreender algo essencial: Quanto mais eu oro e me coloco na presença de Deus, mais forte, viva e madura minha alma fica, pois me habituo a ser morada de Deus o tempo todo;  Em contrapartida, quanto menos eu oro menos forte, menos viva e menos madura a minha alma fica, já que não convido o Senhor a habitar em mim, e por não falar com ele através de uma vida de oração acabo não dividindo com Ele a minha vida.

Se não divido minha vida com Deus não me acostumo a escutar o que Ele fala, (pois bem sabemos que não é Deus que não deseja falar, mas sim nós que deixamos de escutar) e deixo de escutar o direcionamento que Deus tem para minha vida, e por consequência rapidamente deixo de considerar se meus projetos, atos e palavras estão de acordo com a vontade de Deus para a minha vida.

Admiramos grandes santos por vezes entendendo que eles nasceram com algo a mais que os capacitava a realizar atos corajosos que nós somos incapazes de realizar, quando na verdade era o Espírito de Deus que por ter um acesso tão livre à alma Deles os capacitava a viver de forma tão corajosa. Esse é um dos pontos chaves da CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA LUMEN GENTIUM, um dos documentos da Igreja Católica oriundos do Concílio Vaticano II  na qual podemos encontrar no capítulo V um texto excelente com o seguinte título:A VOCAÇÃO DE TODOS À SANTIDADE NA IGREJA - Proémio: chamamento universal à santidade. Com tal texto podemos entender que o objetivo está em quebrar toda falsa ideia de que santidade é um dom especial reservado a poucos agraciados, mas ao contrário um chamado, um caminho no qual cada um deve trilhar para encontrar-se com Deus e viver a santidade. Como os santos sabiam lutar tão bem para defender os interesses de Deus frente à sociedade na qual viviam? Através de uma dieta diária de altas doses de oração, asceses e vida de intimidade com Deus. Como iniciaram sua vida de santidade? Com o alimento da oração! Como lutaram para perseverar dia após dia carregando a cruz que lhes cabia? Com o alimento da oração! Como morreram em odor de santidade? Com a sua última refeição de oração! Você deve aceitar o chamado de santidade na sua vida independente da realidade onde vive, pois todos são chamados à santidade. Como buscar uma vida de santidade? Sendo nutrido diariamente com o alimento da oração!

Dessa forma, percebemos que a oração pessoal é diálogo para falar e ouvir a Deus, é parte básica de um caminho de santidade, e que se não temos o hábito de dialogar com Deus, não temos crescimento e vivemos à beira da morte, alimentando-nos somente de esmolas, comida ruim e estragada, sendo que somos convidados a um banquete diário na presença de Deus. Recebendo esse conhecimento do Espírito de Deus, não faz sentido não orar, não é mesmo? Então, ORE!

 

Ricardo Erzinger

Consagrado da Comunidade Vale de Saron

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