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Encontraste-me, senhora (há Advento, nunca mais fomos os mesmos)

Encontraste-me, senhora (há Advento, nunca mais fomos os mesmos)

Sugestão: Ler ouvindo “A Esperança Chegando”, Ministério Adoração e Vida feat. Padre Fábio de Melo - YouTube / Spotify

Admirava-me muito o quanto tuas intenções poderiam surgir como o complemento dos aquis e alis da vida. Dos pré-estabelecidos e resguardados espaços nos quais todos estamos acostumados a dar a Deus ou a um santo ou a qualquer meditação ou aspiração religiosa: o início d'um novo dia, seu final antes de adormecer, o minuto anterior às refeições...

Mas quiseste muito, muito mais... Encontraste-me sem hora para ceder ao teu indescritível cuidado. Permaneceste na proximidade de um respiro enquanto eu - à deriva de uma espiritualidade que fosse real, humana, sensível - seguia e corria e inquietava-me à exaustão. Quando o meu grito foi grito, o teu foi fala - e suave. Porquanto nos meus olhos havia cansaço, nos teus haviam tantas outras coisas, que de tão sublimes causavam tamanha admiração por minha parte, mesmo estando tão longe.

Encontraste-me, senhora... E não professo afirmações que sejam vagas: houve um aproximar-se no enquanto das circunstâncias. O entreaberto da existência. Aquele no qual percebe-se que há uma luz ou até mesmo um clarão que perpassa os olhos físicos. A tua luz não é afinada ao verídico dos dias corridos e o teu perfume alimenta e não apenas causa apreciação ao olfato. És a belíssima afirmação de que no mistério é que são cravadas as verdades eternas. Trouxeste-me para perto, e já não quero mais procurar nestes tão ligeiros minutos apenas o que distrai, mas a beleza.

A beleza, esta tua marca tão distinta e infalível...

E deste teu convite, da força que há em sua doce fala... Através do receio de receber-te resvalo no indescritível que há no querer ainda mais o seu Fruto que a vós mesma! Como poderia um filho querer mais outro Filho que a própria mãe? Se diante de minha insignificância faz-se presente tão irrespondível questão, curvo-me para a contemplação do que - eu sei - é real. É real. Não haveria outro lugar tão mais agradável e santo que você mesma para que a Vida pudesse estar por aqui, nestas terras tão sofridas. Neste vale de lágrimas no qual todos resguardamos a infinita gratidão pela tua decisão, aquele “sim” que deu aval para que nós - todos nós - fôssemos capazes de adorar Aquele que nos atrai.

No entremeio de extraordinárias limitações que certamente lhe afligiram não houve sequer algo que a impedisse de dar-nos a honra de termos esperança de forma permanente. Ó mãe, a beleza de tua vocação efetivou no tempo o que és: cuidaste de cada ser humano - mesmo os que nasceriam nos próximos milênios - quando recebeu dentro de si o Salvador.

Encontraste-nos, senhora.

E como se não bastasse o agradável de teu coração riquíssimo de eternidade, deste-nos a chance do Céu nos visitar na singeleza de teu ventre. E desde então, nunca mais fomos os mesmos.

 

Rodrigo Duarte

Consagrado da Comunidade Vale de Saron

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