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Lamparinas a postos!

Confissão: Lamparinas a postos!

Certo dia, eu admitia ao Padre, in persona Christi, durante a confissão, pela enésima vez, meu desleixo com a oração pessoal diária. Ciente da falta cometida, entre soluços e lágrimas, pedia ao Senhor que me perdoasse. O sacerdote, com excepcional parcimônia, vagarosamente recitou a passagem abaixo fazendo com que a realização da gravidade e impacto que essa falta de esmero tem na vida espiritual me atingisse em cheio. (...) As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. (...) Mas ele respondeu: Em verdade vos digo não vos conheço! (...)

Então o Reino dos céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilavam todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro.
E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando.
As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de comprardes para vós.
Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Senhor, Senhor, abre-nos!
Mas ele respondeu: Em verdade vos digo não vos conheço!
Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora.

Mateus 25, 1-13

Era exatamente do que eu precisava em minha confissão: correção

Continuou ele dizendo ter tido dificuldades por anos com a oração diária, em função da vida agitada e dos compromissos que atropelam e engolem o nosso tempo e disposição. Relatou sua rotina, seus afazeres, seu cansaço e, por vezes, seu esgotamento. Nada no seu discurso era em absoluto novidade, mas havia um frescor atraente no que ele dizia. Em momento algum diminuiu ou justificou as falhas, mas com caridade e gentileza, me mostrou o dele após eu ter mostrado o meu.

Era exatamente do que eu precisava em minha confissão: acolhimento

Por fim, confidenciou que havia feito para si uma lamparina de óleo. Todos os dias pela manhã, após a oração, a lâmpada de óleo era acesa e ele iniciava as atividades do dia. Se algo acontecesse e ele não fizesse as orações previstas, a lâmpada ficava apagada. Em suas próprias palavras, ver a lâmpada apagada lhe causava dor.
Sendo uma pessoa inclinada a simbolismos, a comparação com o texto bíblico me ganhou. De maneira simples, porém com profundidade fascinante, e de fácil entendimento, a decisão pela fidelidade na oração passou a ser entendida como equivalente a escolha de ser uma virgem tola ou uma virgem prudente.

Era exatamente do que eu precisava em minha confissão: um bom conselho prático

Se houvesse um roteiro de confissão ideal passaria por essas três esferas: correção, acolhimento e conselho.
Porém o foco principal aqui é o entendimento interno, que vai muito além de qualquer discurso ou teoria, que leva a uma decisão real de fidelidade na oração, sendo esta, indiscutivelmente, a base primordial de um relacionamento íntimo com Deus. Quando isso acontece, algo “clica” em nós e se inicia uma deliciosa aventura de exploração e descoberta do ilimitado universo interior. É uma enorme pena permitir que qualquer distração te roube dessa possibilidade.

O noivo está vindo, você entrará para a sala das bodas com Ele?

 

Pollyana Sobenko

Consagrado da Comunidade Vale de Saron

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